Cada profissional tem um modo particular para realizar sua formação de preço. Alguns procuram analisar a concorrência e equiparar os seus valores, outros buscam deixar os valores mais baixos para se inserirem com mais vantagens no mercado de trabalho e há, ainda, quem cobre o mesmo valor para não “destoar” muito do cenário do qual está inserido.
No entanto, é preciso tomar muito cuidado na hora de realizar a formação de preço em odontologia, especialmente quando você é um profissional capacitado em uma área de atuação ou desenvolve um trabalho mais cuidadoso ou tecnológico, como o planejamento digital, por exemplo.
Para que o seu preço seja justo e te ajude a manter os custos de sua clínica em dia, é preciso que coloque na ponta do lápis tudo o que gasta para manter o seu consultório aberto. Sim, você fará algum esforço para precificar o seu trabalho, mas garantimos que esse passo valerá a pena.
Nossa dica é, pegue os gastos mensais fixos como: taxa de manutenção de equipamento, salário de funcionários, impostos, valores fixos de contas (luz, água, telefone, internet), materiais de trabalho e suprimentos, uniformes, valores de deslocamento e também o seu próprio salário. Depois, transforme isso em um montante total e separe os procedimentos por tempo de processo. Por exemplo, a realização de um canal pode demorar 3 horas, a extração de um dente 2 e assim consecutivamente.
Feito isso, divida o valor mensal pelas horas que o seu consultório ficará aberto por mês. Um exemplo, se o seu consultório custa R$ 10 mil para ficar aberto no mês e você trabalha 8 horas por dia, de segunda a sábado, no final do mês, tem uma carga de 190 horas, em média. Ao dividirmos R$ 10 mil por 190 horas temos que o seu consultório “custa” R$ 52 reais por hora aberto.
Ao saber o tempo de cada procedimento e sua complexidade, você consegue precificá-lo com mais eficiência.